Mais de 300 anos de fé, floresta e resistência às margens
do Rio Tapajós, em Alter do Chão — Santarém, Pará.
O Sairé nasceu no século XVII, quando a fé trazida pelos jesuítas se
encontrou com os ritos do povo indígena Borari, moradores originários
de Alter do Chão. Com o passar dos séculos, a cultura ribeirinha e
influências afro-amazônicas também se somaram a essa mistura.
O nome dá origem ao símbolo maior da festa: o Arco do Sairé, estrutura
ogival de madeira coberta de fitas coloridas, carregada em procissão
pelas ruas da vila. Em 2024, a Lei Federal nº 14.997 reconheceu
oficialmente a Festa do Sairé como manifestação da cultura nacional
brasileira.
Ritual Borari
Fé jesuítica
Cultura ribeirinha
Lenda do boto
Arco ogival
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Criada em 1997 e incorporada à festa, a disputa folclórica reúne cerca de 700 componentes por agremiação, avaliados em 16 quesitos ao longo de duas noites de espetáculo no Sairódromo, à beira do Lago dos Botos.
Representa o boto-cor-de-rosa, figura sedutora e encantada do imaginário amazônico. Primeiro campeão da história, em 1999 — e também o atual campeão, coroado em 2025 com o enredo "Catraia: Encantaria do Atravessar".
Inspirado no boto-cinza, carrega a força da mata e do rio unidos. Maior vencedor da história da disputa, com o tricampeonato mais recente conquistado em 2024.
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